terça-feira, 22 de maio de 2018

O relógio da História.

 
 




         Este relógio estava na família Duret há muitas décadas e outras tantas gerações. Nos anos 1940, Jean Duret recebeu-o das mãos de seu pai, que por sua vez o herdara de seu avô e assim por diante. Maravilhado, Jean gravou o seu nome no relógio familiar, bem como o nome da aldeia em que morava, Habère-Lullin, localidade alpina em que os nazis perpetraram um massacre por alturas do Natal de 1943, quando vinte e cinco jovens foram metralhados sem piedade pelas SS. Na altura com dezoito anos, Jean escapou por pouco à barbárie nazi, fugindo no último minuto com alguns companheiros da Resistência francesa. Mas o relógio ficou para trás, confiscado pelos alemães.
 
No passado 10 de Janeiro, Jean Michel Duret tinha uma carta  na caixa de correio. Vinha de Berlim, remetida por uma tal de Sabine Konitzer. Sem saber bem como, Sabine herdara o relógio de uma tia e, setenta e cinco anos depois, devolvia-o ao filho do seu legítimo proprietário. Jean falecera entretanto em 2010, mas o relógio, esse, está agora junto de quem deve, entregue por quem merece esta notícia e público louvor: Sabine Konitzer, alemã de Berlim.
 
 

 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Lá no alto.

 
 

 
 
         Há uns anos, poucos, pudemos ver no DocLisboa  (de 2014) um documentário espantoso. Out of the Present, de Andrei Ujică, contava a história extraordinária, de mistério e imaginação, do cosmonauta Sergei Krikalev (ou Krikaliov), que em 1991 embarcou na estação espacial Mir ainda nos tempos da União Soviética e, enquanto estava no espaço, não se apercebeu do colapso da pátria dos sovietes. Chegou à Terra e já não existia URSS, dizendo-se que «foi a primeira pessoa a observar o fim de uma era histórica do ponto de vista dos deuses».
Serguei Krikaliev (n. 1958)
 
         A história de Krikalev foi agora retomada num outro filme, que ainda não vi, e segundo sei, ainda não aterrou em Portugal – esperemos que chegue em breve. Chama-se Sergio & Serguéi e é uma película hispano-cubana, meio abarracada e cómica, dirigida por Ernesto Daranas. Vamos ver, vamos vê-la.     
 
 
 
 
 
 

Açores, o mar do Pico.

 


Fotografias de Onésimo Teotónio de Almeida
 

Onésimo em Setúbal.

 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Morte.









 



Morte: termo de identidade e residência.



Ricardo Álvaro

 


 


 


 


 


 

Notas sobre A Grande Onda - 60

 



60.
 
         No mundo da moda, existem inúmeros exemplos de influência da xilogravura A Grande Onda, de Katsushika Hokusai.  
 
         Um dos mais relevantes é, sem dúvida, o modelo «Suzurka-San» apresentado por John Galliano (1960-) na colecção de alta costura Primavera/Verão da Dior em 2007, em linho branco pintado à mão e bordado.
 
 
Julia Saner, fotografada por Patrick Demarchelier




 
Mais tarde, este modelo figuraria na exposição Inspiration Dior, patente em 2011 no Museu Pushkin, em Moscovo (catálogo aqui; ver também aqui).
 

 
 
         Em diversos sítios da Internet, a autoria da xilogravura que inspirou o modelo Christian Dior é erroneamente atribuída a Hiroshige.
 
 

quinta-feira, 17 de maio de 2018

O grandioso piramidal Jorge Silva.

 

Museu Zoológico (Coimbra).

 

Museu Zoológico (Coimbra).

 
 

Museu Zoológico (Coimbra).

 

Museu Zoológico (Coimbra).

 

Museu Zoológico (Coimbra).

 

Museu Zoológico (Coimbra).

 
 

Museu Zoológico (Coimbra).

 
 

Museu Zoológico (Coimbra).

 

Museu Zoológico (Coimbra).

 

Museu Zoológico (Coimbra).

 
 

Museu Zoológico (Coimbra).

 

Museu Zoológico (Coimbra).

 

Museu Zoológico (Coimbra).

 
 

Museu Zoológico (Coimbra).

 
 

Museu Zoológico (Coimbra).

 
 

Museu Zoológico (Coimbra).